E se o Universo fosse apenas uma simulação de computador?

E se o Universo fosse apenas uma simulação de computador?

18 de Outubro de 2012 0 Por Tiago

Segundo alguns cientistas, existe uma pequena possibilidade (mas real) de que todo o Universo não passa de uma simulação, criada por hípercomputadores e seres extradimensionais inteligentes.

A boa noticia, é que poderá existir uma forma de descobrir se estamos ou não dentro de uma simulação megalómana alienígena.

Como se simula um universo:

Hoje em dia os físicos são capazes de simular, no seu todo, uma ínfima parte do universo. Para tal é necessário um supercomputador, para simular uma área apenas alguns fentómetros (10-15 metros), uma das menores unidade de medida dominadas.

Para ser fiável, esta simulação não se pode distinguir da realidade. Todos os valores relativos a partículas, energia, espaço, tempo e tudo o resto, terão de ser exatamente iguais aos medidos numa área real com precisamente o mesmo tamanho.

Por isso, se nós (meros mortais) somos capazes de simular um fentouniverso, um ser extradimensional e infinitamente mais avançado, poderia ser capaz de simular um falso universo (graças ao seu hipercomputador) com tamanho do nosso.

Diferença entre uma simulação e a realidade:

Quando se simula um universo, seja este grande ou pequeno, dois componentes são essenciais: o espaço e o tempo. A partir daí, poderemos acrescentar os detalhes que quisermos. Contudo, esta não pode ser infinitamente detalhada, e se olharmos suficientemente perto poderemos ver os “pixéis” desta mesma simulação.

Assumindo que este universo poderá ser uma simulação (e uma excelente simulação), resta-nos procurar por esses (absurdamente) pequenos “pixéis”.

Os pixéis são certamente demasiado pequenos para que nós os possamos observar diretamente. No entanto, existe a possibilidade de sabermos se estes existem, através da medição da alta energia dos raios cósmicos, que existem em regiões cada vez mais pequenas, à medida que a sua energia aumenta.

Conclusão:

Se o Universo é real, os raios cósmicos deverão ter disponível uma quantidade ilimitada de energia, mas no caso de este ser uma simulação os raios cósmicos terão uma quantidade limitada de energia por “pixel” simulado.

Contudo, existem outras regras nos universos simulados, às quais os raios cósmicos estão obrigados a obedecer. Os raios cósmicos viajam preferencialmente a direito, ao longo dos eixos dos pixéis, em vez de os atravessar na diagonal. Isto significaria a existência de uma distribuição não uniformemente em todas as direções.

Os cientistas são, hoje em dia, capazes de calcular se essa distribuição é ou não uniforme. Caso não seja, poderemos mesmo ser capazes de descobrir a orientação dos eixos num universo simulado. Em suma, seriamos capazes de medir em que direção fica o “norte”.

Simulação ou não, este universo é extremamente detalhado e a sua “construção” é diferente do que os físicos têm vindo a sugerir. O que dificulta a solução deste dilema.

De qualquer forma, confirmando que este Universo é uma simulação, é bom que rezem para que esses (eventuais) seres extradimensionais não desliguem o seu hípercomputador.