Ultrassons – O potencial contracetivo masculino do futuro

Ultrassons – O potencial contracetivo masculino do futuro

31 de Janeiro de 2012 1 Por Tiago

Segundo um novo estudo, bombardear os testículos com ultrassons poderá ser suficiente para diminuir a contagem de esperma, e tornar um homem temporariamente infértil.

Enquanto o milagroso tratamento indiano não chega, este poderá ser um método alternativo simples, barato e eficaz de contraceção.

Publicado na Reproductive Biology and Endocrinology (RBEJ), este estudo realizado em ratos consiste em, disparar ondas de ultrassons no crescente fértil de um homem, para que a pressão do som reduza “significativamente” o número de espermatozoides, bem como as células que os produzem.

Duas sessões de ultrassons (de 15 minutos cada) administradas com dois dias de intervalo (e água morna com sal), foram suficiente para baixar a contagem de espermatozoides em ratos, para menos de 10 milhões por milímetro.

De acordo com o RBEJ:

O menor número de espermatozoides foi obtido quando o meio de acoplamento (3% salina) foi realizada a 37 graus C e dois tratamentos consecutivos de 15 minutos de ultrassons com 3 MHz de potência, a 2,2 Watt por centímetro quadrado, foram separados em dois dias.”

Podem parecer muito ainda (tendo em conta que basta um espermatozoide para realizar o trabalho), mas segundo a ciência que estuda a fertilidade masculina, os homens são classificados como “subferteis” quando a sua contagem de espermatozoides é inferior a 15 milhões por milímetro.

Será necessário realizar mais testes, a fim de comprovar a sua eficácia, durabilidade e despistar eventuais efeitos secundários a longo prazo, especialmente se o tratamento for administrado mais do que uma vez.

As vantagens são óbvias, ao contrario dos tratamento hormonais este não requer medicação diária, apenas uma visita ao médico a cada dois meses. Tendo em conta que parte dos médicos já dispõe de equipamentos de ultrassons, este método tornar-se-ia rapidamente, um dos mais económicos e simples de sempre.

Mas por muito vantajoso, seguro e económico que possa parecer, se eventualmente dispuser de um aparelho de ultrassons em casa, aconselho-o a não testar este método. Se for comprovada a sua segurança, o tratamento só deverá ser administrado por médicos, ou pessoas competentes para o efeito.

Fonte: RBEJ
Via: BBC e DVICE