Cientistas criam tecido muscular cardíaco a partir de células da pele

Cientistas criam tecido muscular cardíaco a partir de células da pele

24 de Maio de 2012 2 Por Tiago

Um grupo de cientistas israelitas descobriu uma nova forma de tratar pacientes com problemas de insuficiência cardíaca, recorrendo às células estaminais da pele do próprio paciente.

Como um músculo que é, o coração é capaz de bombear o sangue ao longo do nosso corpo, através da compressão do tecido musculas cardíaco. Contudo, um ataque cardíaco pode deixar o coração fraco, a ponto de este não ser capaz de bombear o sangue.

Atualmente, pacientes que sofram de insuficiência cardíaca grave, são regularmente sujeitos a intervenções cirúrgicas para colocar dispositivos mecânicos, ou em último recurso, o transplante do coração.

Mas graças a esta nova descoberta, no futuro poderá ser possível curar os pacientes em vez de os “condenar” a uma vida mais limitada.

Recorrendo às células da pele de pacientes com insuficiência cardíaca, os investigadores israelitas foram capazes de as “reprogramar” e transforma-las em células cardíacas perfeitamente funcionais.

Na verdade, segundo os investigadores, mesmo que as células derivem da pele de um paciente com 50 ou 70 anos, as novas células cardíacas criadas, são equivalentes às células de quando este nasceu.

O processo de reprogramação das células é aparentemente simples. Para tal, basta adicionar três genes, algum ácido e com alguns ajustes as células podem ser “convencidas” a alterar-se para quase tudo que quisermos, incluído o tecido muscular cardíaco.

Depois de reprogramarem as células, os cientistas pegaram no tecido cardíaco novinho em folha e colocaram-no juntamente com alguns pedaços verdadeiro de tecido de um coração, numa placa de Petri.

Alguns dias depois os investigadores constatarem que ambos os tecidos batiam de forma sincronizada. Por fim, o processo foi testado em ratos, para confirmar se o novo tecido estabelecia contacto com o antigo e o resultado não podia ser mais positivo.

Apesar de todos os testes se terem revelado um sucesso, esta investigação encontra-se ainda numa fase preliminar. Usar esta técnica para tratar pacientes com insuficiência cardíaca, poderá levar (no mínimo) entre 10 a 15 anos.

Pelo menos, o primeiro passo foi dado. De qualquer forma, ficaremos à espera de novidade dos investigadores israelitas.