Sistema Pulsar Galáctico será o GPS espacial do futuro

Sistema Pulsar Galáctico será o GPS espacial do futuro

3 de Abril de 2012 1 Por Tiago

O GPS (Sistema de Posicionalmente Global) revolucionou o mundo pela sua capacidade de nos situar em qualquer parte do mundo, a qualquer hora do dia com uma precisão impressionante.

Este sistema funciona bastante bem na Terra, levando-nos do ponto A para o ponto B, pelo melhor e mais rápido caminho, sem termos de nos guiar por estrelas, mapas ou bussolas.

No entanto, se nos metermos numa nave espacial e deixamos a Terra (rumo aos confins do espaço), este sistema torna-se inútil. Desta forma, teremos de recorrer a um sistema diferente, que nos garanta uma excelente precisão de triangulação, em qualquer parte da galáxia.

Um sistema baseado em pulsares (espalhadas pela galáxia) poderá ser a solução mais promissora. Utilizar pulsares para navegar no universo não é uma ideia nova, os mais atentos poderão reconhece-la na seguinte imagem:

Incluída em naves espaciais como a Pioneer 10 e 11, esta placa metálica (acima) é um mapa que permite identificar e localizar o nosso planeta. Isto se, por um mero acaso, algum ser extraterrestre inteligente encontrar uma das nossas naves ou objetos lançados para o espaço.

A placa metálica fixada às naves espaciais Pioneer representa o mapa, que permite localizar-nos na nossa galáxia (Via Láctea) e está ilustrado pela figura com um ponto central, circundado por várias linhas radiais em torno de si.

Cada uma dessas linhas representa a direção e distância da Terra, a uma determinada pulsar, relativamente ao centro da galáxia. Cada pulsar foi identificada pelo seu período (série de pulsos eletromagnético), fazendo delas valiosas ferramentas de navegação.

Pulsares são estrelas de neutrões, muito pequenas e densas com um poderoso campo gravitacional, que emitem poderosos feixes de radiação eletromagnética pelos polos. À medida que estas estrelas giram em torno de si mesmas, podemos vê-las a partir da Terra, como um barco vê um farol a partir do mar.

Tendo em conta que cada pulsar tem um movimento de rotação específico, que depende da sua velocidade, os feixes de raio-X vão “acendendo e apagado” durante determinados períodos de tempo, permitindo-nos identifica-las facilmente.

O sistema funciona (basicamente) da mesma forma que um GPS normal. Através da triangulação de três ou mais pulsares (em vez de satélites) é possível determinar a nossa exata localização, em qualquer parte da galáxia.

Contudo, integrar vários telescópios numa nave espacial (para monitorizar pulsares) seria muito pouco prático, por isso, um grupo de cientistas alemães irá desenvolver (durante os próximos 15 a 20 anos) um sistema de monitorização de raios-X mais prático.

Mas assim que tivermos este sistema GPS galáctico integrado em sondas, satélites ou naves espaciais, será possível triangula as sua posições em qualquer parte da galáxia, com um erro de precisão de cerca de 5 quilómetros.

O sistema atual utiliza satélites e recetores rádios terrestres, para ajudar a calcular a nossa posição, o que significa que em Marte teremos um erro de precisão de cerca de 10 quilómetros. Pode não perecer muito, mas à medida que nos afastamos da Terra o erro expande progressivamente.

Portanto, este sistema poderá tornar-se o sistema de posicionamento galáctico oficial, em futuras missões espaciais.