Especialistas dizem que sexo no espaço é um obstáculo para viagens interestelares

Especialistas dizem que sexo no espaço é um obstáculo para viagens interestelares

8 de Outubro de 2011 1 Por Tiago

Viajar pelo espaço, conhecer outros sistemas solares e até mesmo novos planeta, é algo que faz parte dos sonhos e imaginário de muitos de nós, desde crianças.

Mas como seria se pudéssemos de facto fazer viagens interestelares? Quais seriam os obstáculos com que nos depararíamos?  

Segundo um grupo de especialistas, na lista de obstáculos possíveis associados a viagem interestelares (além dos custos, desenvolvimento tecnológico e a hostilidade do espaço), o sexo é um dos problemas a ter em conta.

A estrela mais próxima da Terra mora a quatro anos-luz de distância, cerca de 38 biliões de quilómetros. Recorrendo à tecnologia que temos hoje em dia, tal viagem poderia demorar seculos a ser concluída. Desta forma, seria necessário procriar a bordo a fim de dar continuidade à mesma.

Athena Andreadis, bióloga na Universidade de Massachusetts Medical School em entrevista ao site SPACE.com, revelou que o “Sexo é muito difícil em gravidade zero, aparentemente, porque não existe tração e iremos bater continuamente contra as paredes Pense nisto: se não houver atrito, não haverá qualquer resistência”.

É um facto que a microgravidade tem efeitos negativos sobre o nosso corpo ao longo do tempo, como: o enfraquecimento do tecido muscular e da visão, ou a diminuição do volume do sangue e a densidade mineral óssea.

Outro problema (apesar das reduzidas probabilidades de um casal conseguir engravidar em orbita) seria dar à luz em gravidade zero. A gravidade é um dos fatores que ajuda o bebé no processo de parto, não existência de gravidade poderia provocar surgimento de defeitos congénitos.

Isto já para não falar nos graves efeitos negativos a longo prazo, provocados pela gravidade zero no feto, desde a cegueira à permanente incapacidade de obter uma ereção. “Outras coisas irão surgir, que nós simplesmente nem pensamos”, mas “temos de estar preparados para as baixas” revelou Anderadis.

Para o investigador Dan Buckland do MIT, é essencial que as naves espaciais sejam capazes de simular gravidade, durante viagens tão longas. Buckland revelou ainda, que a DARPA planeia construir uma nave espacial interestelar tripulada, em menos de 100 anos.

Se planeava ser um dos primeiros a reservar um quarto num futuro módulo (hotel) espacial para a sua noite de núpcias, então aconselho-o (a) a pensar duas vezes nos prós e contras.