Scanner cerebral revela quem é mais suscetível a cometer futuros crimes

Scanner cerebral revela quem é mais suscetível a cometer futuros crimes

29 de Março de 2013 1 Por Tiago

Ter a capacidade de prever crimes futuros é algo que, até agora, só era “possível” em filmes de ficção científica, como o “Relatório Minoritário”. Mas graças a um recente avanço na neurociência, poderá ser, realmente, possível recorrer a dispositivos preditivos, para evitar crimes futuros.

Um grupo de cientistas da organização Mind Research Network (MRN), em Albuquerque, Novo México, divulgou um estudo sugerindo que podemos vir a ter a capacidade de detetar, com precisão, quais criminosos condenados serão mais suscetíveis a voltar a cometer crimes.

Para realizar este estudo, os cientistas tiveram de mapear e estudar o comportamento do cérebro de um grupo de ex-presidiários, durante quatro anos.

Para este estudo, foram feitos exames através da técnica de Ressonância Magnética funcional (RMf), digitalizando a região do Córtex Cingulado Anterior (CCA), a zona do cérebro que gere o controlo das tomadas de decisão e impulsos, de cada um dos cérebros ex-presidiários.

O objetivo do laboratório era encontrar uma relação entre a baixa atividade do CCA, com uma maior probabilidade de atividade criminosa futura.

De acordo com o estudo, os ex-presidiários com baixa atividade do CCA, têm uma taxa 2.6 vezes maior, para novas detenções relacionadas com todo o tipo de crimes, e uma taxa 4.3 vezes maior, para atos criminosos não-violentos.

Contudo, para os neurocientistas envolvidos no estudo, os resultados estão longe de serem conclusivos. E poderá levar anos, até que as autoridades possam contar com estes dados e tecnologia, para tomar decisões que possam premeditar e prevenir futuros crimes.

Caso este scanner cerebral venha, um dia, a ser utilizado em ex-presidiários, como meio de prevenção criminal, poderá ser inevitável a sua utilização, para controlo e criação de um perfil de toda a população.

Fonte: Mind Research Network