Órgãos de substituição para humanos criados em laboratório

Órgãos de substituição para humanos criados em laboratório

3 de Novembro de 2010 2 Por Tiago

Não está muito longe de chegar o dia, em fazer um transplante é tão simples como ir ao mecânico. Onde todas a peças de substituição, são construídas especificamente e individualmente para cada carro. Criar órgãos de substituição em laboratório, é uma técnica que tem vindo a ser aperfeiçoada pelos investigadores e promete revolucionar o mundo da medicina.

Os cientistas acreditam, que quando os órgãos começarem a crescer, de forma saudável em laboratório, milhares de vidas humanas poderão ser salvas. As listas intermináveis de pacientes que aguardam forçosamente um dador compatível, deverão diminuir drasticamente devido a uma maior disponibilidade e compatibilidade destes órgãos.

O Instituto de Medicina Regenerativa na Universidade Wake Forest Baptist Medical Center criou em laboratório, fígados minúsculos com cerca de 2,5 cm em diâmetro e 5,6 gramas de peso. Apesar de serem muito mais pequenos do que um fígado normal (com cerca de 2 kg), estes permitem aos investigadores testar com segurança novos medicamentos, bem como trabalhar no crescimento de órgãos maiores.

A pergunta reside em, como é que eles o fazem?

Para o criar os órgãos, os cientistas pegaram num fígado de animal tratado com um detergente suave, de forma a remover todas as células, num processo chamado descelularização. Isso faz com que deixe apenas o colagénio “esqueleto” ou estrutura de apoio, que permite aos cientistas substituir as células originais por dois tipos de células humanas: células hepáticas imaturas (conhecidas como progenitoras), e células endoteliais (que alinham os vasos sanguíneos).

Como a rede de vasos permanece intacta após o processo de descelularização, os cientistas foram capazes de introduzir as células para o fígado esqueleto através de um grande vaso que alimenta um sistema de vasos menores no fígado. O fígado foi então colocado num bio reactor (um equipamento especial que fornece um fluxo constante de nutrientes e oxigénio para órgão), para que desta forma, se mantenha vivo.

A substituição de órgãos, não deverá estar muito longe de se tornar uma realidade. Mais cedo ou mais tarde, a ciência irá permitir que os órgãos de substituição cresçam, até um tamanho normal e sejam implantados no corpo dos pacientes.

Fonte: dvice.com