Ciência

Relógios nucleares são 100 vezes mais precisos que os atómicos

Cientistas afirmam que os relógios nucleares (de um ião único) poderão ser tão precisos, que apenas necessitarão de um reset, uma vez a cada 14 biliões de anos (que é o tempo de vida do nosso Universo).

Na Escola de Física da Universidade de Nova Gales do Sul, o professor Victor Flambaum descobriu um método de cronometragem, cerca de 100 vezes mais preciso que os atuais (mais precisos) cromómetros conhecidos, os relógios atómicos.

Ao usar a órbita de um único neutrão em torno de um núcleo atómico, Victor afirma que o sistema mantem uma precisão de um vigésimo de um segundo, ao longo de biliões de anos.

Embora não seja essencial para um uso diário, esta tecnologia poderá revelar-se bastante útil em experiências científicas, onde a precisão temporal é obrigatória.

Segundo Professor Flambaum:

“Este permitirá que os cientistas testem as teorias fundamentais da física, com níveis de precisão sem precedentes, fornecendo uma ferramenta ímpar, para investigações de física aplicada.”

O professor Flambaum e o seu colega Dr. Vladimir Dzuba afirmaram à revista Physical Review Letters, que o relógio de ião único terá uma precisão de 19 casas decimais.

Os relógios atômicos usam os eletrões em órbita de um átomo, como o pêndulo do relógio“, revelou Flambaum.

Mas nós mostramos que ao usar lasers para orientar os eletrões, de uma forma muito específica, pode-se utilizar o neutrão em órbita de um núcleo atómico como o pêndulo do relógio, fazendo um chamado relógio nuclear, com uma precisão sem paralelo.

De acordo com os cientistas, a taxa de oscilação do relógio nuclear é (quase) completamente imune a interferências externas, de outras forças.

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