Relógios nucleares são 100 vezes mais precisos que os atómicos

Relógios nucleares são 100 vezes mais precisos que os atómicos

15 de Março de 2012 2 Por Tiago

Cientistas afirmam que os relógios nucleares (de um ião único) poderão ser tão precisos, que apenas necessitarão de um reset, uma vez a cada 14 biliões de anos (que é o tempo de vida do nosso Universo).

Na Escola de Física da Universidade de Nova Gales do Sul, o professor Victor Flambaum descobriu um método de cronometragem, cerca de 100 vezes mais preciso que os atuais (mais precisos) cromómetros conhecidos, os relógios atómicos.

Ao usar a órbita de um único neutrão em torno de um núcleo atómico, Victor afirma que o sistema mantem uma precisão de um vigésimo de um segundo, ao longo de biliões de anos.

Embora não seja essencial para um uso diário, esta tecnologia poderá revelar-se bastante útil em experiências científicas, onde a precisão temporal é obrigatória.

Segundo Professor Flambaum:

“Este permitirá que os cientistas testem as teorias fundamentais da física, com níveis de precisão sem precedentes, fornecendo uma ferramenta ímpar, para investigações de física aplicada.”

O professor Flambaum e o seu colega Dr. Vladimir Dzuba afirmaram à revista Physical Review Letters, que o relógio de ião único terá uma precisão de 19 casas decimais.

Os relógios atômicos usam os eletrões em órbita de um átomo, como o pêndulo do relógio“, revelou Flambaum.

Mas nós mostramos que ao usar lasers para orientar os eletrões, de uma forma muito específica, pode-se utilizar o neutrão em órbita de um núcleo atómico como o pêndulo do relógio, fazendo um chamado relógio nuclear, com uma precisão sem paralelo.

De acordo com os cientistas, a taxa de oscilação do relógio nuclear é (quase) completamente imune a interferências externas, de outras forças.