Prótese AMP-Foot 2.0 imita tornozelo humano

Prótese AMP-Foot 2.0 imita tornozelo humano

1 de Novembro de 2012 0 Por Tiago

Um grupo de investigadores, da universidade Vrije Universiteit Brussel na Bélgica, está a desenvolver uma prótese mecânica de um pé/tornozelo capaz de imitar na perfeição o movimento dos passos humanos.

Na maioria das próteses de substituição de membros amputados (como os tornozelos), são utilizados dispositivos passivos, com elementos elásticos, que voltam instantaneamente à forma inicial, após cada passo, tornando os passos pouco fluidos e naturais.

No caso do AMP-Foot 2.0 isso não acontece, a tecnologia desenvolvida para esta prótese permite uma recriação perfeita dos movimentos de um pé e respetivo tornozelo.

O AMP-Foot 2.0 é a última versão do membro protésico, e utiliza um atuador para armazenar energia em molas, libertando-a apenas quando necessário. O atuador utilizado nesta versão, é significativamente menor que o da primeira versão, tornando-o consequentemente mais leve e autónomo energeticamente.

Outra característica importante desta prótese é a sua capacidade de coletar energia e armazena-la, a cada passo.

O pé biónico sabe quando libertar a sua energia, movendo-se forma idêntica a um pé verdadeiro. Isto deve-se a um par de sensores de força, colocados no calcanhar e dedos do pé, que detetam a posição da outra perna.

Apesar da sua aparência, a prótese é extremamente leve, pesando apenas 2,5 kg. Que é o peso (aproximado) de um pé comum. O AMP-Foot 2.0 está atualmente a ser testado em pessoas amputadas e é energeticamente autossuficiente, para pessoas com um peso aproximado de 75kg durante uma marcha em terreno plano.

O baixo consumo energético destaca esta prótese de outras próteses de tornozelo e pé com acionador, idênticas. No caso da prótese Sparky, a ser desenvolvida por investigadores da Universidade do Estado de Arizona, a potência é fundamental e depende de um motor de 150W, enquanto o AMP-Foot 2.0 necessita apenas de 30 a 60W.

Fique com o próximo vídeo e veja a prótese em ação.

Fonte: Vrije Universiteit Brussel