Cientistas encontram conexão entre a nossa perceção do tempo e o metabolismo

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De acordo com um estudo recente, levado a cabo por investigadores da universidade Trinity College Dublin, na Irlanda, a nossa perceção de tempo é mais subjetiva do que se imagina. Por todo o reino animal, diferentes animais experienciam diferentes perceções do seu próprio tempo e mundo. Em suma, uns vivem mais rápidos que outros.

O caso da mosca comum, é um excelente exemplo de uma criatura que vivência o tempo de forma diferente de nós, seres humanos. O seu corpo minúsculo e metabolismo rápido, permite-lhe percecionar o tempo, como se este se movesse muito mais lentamente que o normal.

As moscas são capazes de processar enormes quantidades de informação (do ambiente em seu redor) num curto espaço de tempo. Esta capacidade, permite-lhes ver o mundo mover-se mais de forma mais lenta do que nós, comuns seres humanos.

Pense nas moscas como se elas vivessem dentro de um filme em camara lenta, em que tudo ao seu redor se movesse lentamente.

Em contrapartida, no caso de animais maiores, especialmente aqueles com metabolismos naturalmente lentos, acontece precisamente o contrário. É o caso da preguiça de três dedos, por exemplo, em que é ela própria que vive em câmara lente, relativamente ao resto do mundo.

Existem ainda, casos extremos como o besouro-tigre. Este pequeno inseto consegue correr tão rápido, que os seus olhos não o conseguem acompanhar. Isto significa que o besouro é de tal forma veloz, que os seus olhos não conseguem processar toda a informação visual ao mesmo tempo.

O mais fascinante, relativamente a este estudo, é que nem todas as espécies se ajustam a uma única perceção de tempo, e os humanos fazem parte desse grupo. Esta habilidade deve-se às alterações das nossas taxas metabólicas, condicionadas pelo exercício e hábitos alimentares.

Tomando o exemplo de jogadores profissionais em desportos como o ténis ou o basebol, há evidências que um atleta de alta competição é capaz de processar mais informação visual que a média das pessoas comuns, no mesmo período de tempo. Tecnicamente, estes jogadores são capazes de reduzir a velocidade do tempo em seu redor, a fim de conseguirem a jogada perfeita.

Apesar tudo isto parecer saído de filme se ficção científica, Kevin Haely, o investigador chefe desta pesquisa, acha que tudo faz sentido:

Os nossos resultados corroboram a importância da perceção do tempo em animais, onde a capacidade de perceber o tempo, em escalas muito pequenas, pode ser a diferença entre a vida e a morte para os organismos que se movem rapidamente, como os predadores e suas presas.

No caso dos seres humanos, quando motivados, são capazes das mesmas proezas. Podemos não ser capazes de nos desviar de balas (ainda), contudo, quando necessário, podemos realmente retardar o mundo ao nosso redor.

Via: Phys.org
Créditos de imagem: Alphacoders

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