Nova técnica de desarme do VIH poderá guiar-nos a uma vacina contra a sida

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O que torna o vírus VIH tão resistente e eficaz é a sua capacidade de atacar o nosso sistema imunológico, deixando-nos completamente desprotegidos.

Mas de acordo com uma nova técnica desenvolvida (em conjunto) por investigadores europeus e norte-americanos, será possível impedir que o VIH ataque o nosso sistema imunitário, permitindo que o nosso corpo seja capaz de combater este vírus, como qualquer outro.

Assim que entra no nosso corpo, o vírus VIH incorpora uma espécie de colesterol na sua membrana exterior, “roubando-a” às células dendríticas plasmocitóides (pDC), um grupo de células do nosso sistema imunológico que reconhece o vírus VIH.

Quando as células pCD reconhecem um vírus, instruem o nosso sistema imunológico (como a células-T) para o atacar. Mas uma vez que o VIH rouba o colesterol do pDC, este torna-se capaz “reprogramar” as células, impedindo-as que façam o seu trabalho e permitindo que o vírus espalhe pelo nosso corpo.

O que a maiorias das vacinas atuais faz, é ensinar às células-T, novas formas de atacar o VIH. Infelizmente este tipo de abordagem não é eficaz, uma vez que as células-T já haviam sido corrompidas pelas “reprogramadas” células pDC.

Segundo Adriano Boasso, coordenador da investigação no Imperial College London, esta técnica consiste em irromper a membrana exterior do vírus, impedindo-o de controlar o sistema imunitário.

Neste estudo, estão envolvidas três outras universidades, a universidade de Milão, Jonhs Hopkins e Innsbruck.

Os investigadores acreditam que esta descoberta os guiará ao desenvolvimento da vacina contra a SIDA. Uma doença que mata todos os anos cerca de 1.8 milhões de pessoas em todo mundo.

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