NIH proíbe o financiamento para a engenharia genética de embriões humanos

NIH proíbe o financiamento para a engenharia genética de embriões humanos

5 de Maio de 2015 2 Por Tiago

Investigadores da Universidade Sun Yat-sen, em Guangzhou (na China), tiveram o seu minuto de fama (no mês passado) ao anunciar que tinham editado, com sucesso, os genes de um embrião humano.

A controvérsia instalou-se em torno desta notícia, desencadeando uma torrente de protestos e levando a comunidade científica (inclusive o instituto nacional de saúde americano) a tomar partido do debate ético, relativamente à manipulação genética.

Ainda assim, o NIH (instituto nacional de saúde americano) reconheceu recentemente o valor científico da CRISPR/Cas9, a técnica de edição de genes, por trás da descoberta desta equipa chinesa.

Em declaração, o NIH afirmou que “esta tecnologia também está ser utilizada no desenvolvimento da próxima geração de agentes antimicrobianos, que podem objetivar especificamente estirpes de bactérias nocivas e vírus”.

O NIH revelou ainda que “na primeira aplicação clínica de edição genética, uma técnica relacionada (usando uma nuclease dedo de zinco) foi utilizada para criar resistência ao VIH-1, em células imunitárias humanas, baixando a carga viral do VIH para níveis indetetáveis, ​​em pelo menos um indivíduo”.

Apesar de ter tomado partido do lado ético da questão, o NIH financiou (e alegadamente continuará a financiar) este tipo de investigações genéticas. Contudo, o instituto não financiará qualquer tentativa de modificar o próprio genoma humano.

Ainda em declaração, “o conceito de alterar a linha germinal humana, em embriões, para fins clínicos tem sido debatida ao longo de muitos anos, de muitas perspetivas diferentes e tem sido visto, quase universalmente, como uma linha que não deve ser cruzada.

Por fim, o NIH afirmou: “Os avanços na tecnologia têm-nos dado uma elegante nova forma de realizar edição genética. No entanto, fortes argumentos mantêm-se contra a integração desta atividade.”

Segundo o NIH, a menos que haja uma necessidade real e convincente para editar o genoma humano, técnicas como a CRISPR/Cas9 não serão financiadas. Lá se vai o sonho de um dia podemos ter habilidades sobre-humanas, dignas de um “verdadeiro” super-herói.

FONTE: Instituto Nacional de Saúde (EUA)