Ciência

NIH proíbe o financiamento para a engenharia genética de embriões humanos

CRISPR-Cas9 is a customizable tool that lets scientists cut, copy and paste small pieces of DNA at precise areas along a DNA strand. The tool is composed of two basic parts: the CRISPR protein, which acts like the wrench, and the gene-specific DNA guides, Cas9, which act as the set of different socket heads. These guides direct the CRISPR protein to the correct gene, or area on the DNA strand, that controls a particular trait. This lets scientists study our genes in a specific, targeted way and in real-time.

Investigadores da Universidade Sun Yat-sen, em Guangzhou (na China), tiveram o seu minuto de fama (no mês passado) ao anunciar que tinham editado, com sucesso, os genes de um embrião humano.

A controvérsia instalou-se em torno desta notícia, desencadeando uma torrente de protestos e levando a comunidade científica (inclusive o instituto nacional de saúde americano) a tomar partido do debate ético, relativamente à manipulação genética.

Ainda assim, o NIH (instituto nacional de saúde americano) reconheceu recentemente o valor científico da CRISPR/Cas9, a técnica de edição de genes, por trás da descoberta desta equipa chinesa.

Em declaração, o NIH afirmou que “esta tecnologia também está ser utilizada no desenvolvimento da próxima geração de agentes antimicrobianos, que podem objetivar especificamente estirpes de bactérias nocivas e vírus”.

O NIH revelou ainda que “na primeira aplicação clínica de edição genética, uma técnica relacionada (usando uma nuclease dedo de zinco) foi utilizada para criar resistência ao VIH-1, em células imunitárias humanas, baixando a carga viral do VIH para níveis indetetáveis, ​​em pelo menos um indivíduo”.

Apesar de ter tomado partido do lado ético da questão, o NIH financiou (e alegadamente continuará a financiar) este tipo de investigações genéticas. Contudo, o instituto não financiará qualquer tentativa de modificar o próprio genoma humano.

Ainda em declaração, “o conceito de alterar a linha germinal humana, em embriões, para fins clínicos tem sido debatida ao longo de muitos anos, de muitas perspetivas diferentes e tem sido visto, quase universalmente, como uma linha que não deve ser cruzada.

Por fim, o NIH afirmou: “Os avanços na tecnologia têm-nos dado uma elegante nova forma de realizar edição genética. No entanto, fortes argumentos mantêm-se contra a integração desta atividade.”

Segundo o NIH, a menos que haja uma necessidade real e convincente para editar o genoma humano, técnicas como a CRISPR/Cas9 não serão financiadas. Lá se vai o sonho de um dia podemos ter habilidades sobre-humanas, dignas de um “verdadeiro” super-herói.

FONTE: Instituto Nacional de Saúde (EUA)

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