NASA adiciona turbojactos e foguetes ao seu lançador railgun scramjet

NASA adiciona turbojactos e foguetes ao seu lançador railgun scramjet

22 de Dezembro de 2010 1 Por Tiago

O novo sistema conceptual para lançamento do satélites da NASA, sublinha a velha máxima de que “quanto mais melhor”. Mais jacto e foguetes, igual a mais potência e capacidade de propulsão. Pelo menos, esta é a teoria em que NASA acredita.

Estas alterações devem-se à necessidade da NASA, em acabar com os ineficientes foguetões de lançamento de satélites. Dando por fim, lugar aos novos foguetes scramjet (motores de propulsão interna), disparados a partir de um railgun (lançador de projecteis em carris eléctricos).

Este será certamente o sistema de lançamento num futuro próximo, visto que tanto os railguns de alta potência como as aeronaves scramjet foram testadas com sucesso. Entretanto a NASA, está a traçar (detalhadamente) o processo de funcionamento deste sistema. E tenta lidar com algumas lacunas relacionadas com o impulso. Estas deverão ser preenchidas com tecnologia mais convencional.

Processo de funcionamento:
  • O veículo será disparado ao longo de um railgun (que consiste num par de carris), com uma extensão de cerca 2 milhas (cerca de 3.2 quilómetros).
  • Estes carris eléctricos com 180 megawatts de potência empurram o veículo até Mach 1.5 (cerca de 1.838 km/h), em aproximadamente de 60 segundos.
  • Mach 1.5 é rápido, mas não o suficiente para accionar o motor sramjet. Por tanto, antes que o veículo descole, é accionado o turbojacto de alta velocidade, para que este atinja Mach 4 (cerca de 4.900 km/h).
  • Quando o veículo atinge Mach 4, o turbojacto é desligado e entra em funcionamento o scramjet, que acelera a aeronave até Mach 10 (cerca de 12.250 km/h), a 200.000 pés (60.960 metros) de altura.
  • A esta altura, não há atmosfera suficiente para que o scramjet “respire” (visto que este funciona a ar), por tanto entra em acção um convencional foguete, para que o veículo chegue ao seu destino final em orbita.
  • Depois de descarregar a sua “encomenda”, a aeronave regressa à base.
  • A vantagem desta tecnologia, é que estará novamente pronta a fazer novas viagens em apenas 24 horas.

Segundo a NASA, “nós temos todos os ingredientes, agora só falta descobrir como cozinhar o bolo”. Esperemos que quando estiver pronto, este “bolo” seja tão saboroso como aparenta.