NASA quer livrar-se do lixo espacial recorrendo a um laser no solo terrestre

NASA quer livrar-se do lixo espacial recorrendo a um laser no solo terrestre

17 de Março de 2011 0 Por Tiago

O lixo espacial é um problema sério, tanto para missões espaciais tripuladas como não tripuladas.

O risco de colisão tende a aumentar, à medida que o lixo se acumula na órbitra terrestre, fazendo com que a probabilidade de uma nave espacial ou satélite saírem danificadas seja cada vez maior.

Remover o lixo do espaço seria uma operação extremamente dispendiosa, por esse motivo a NASA tem considerado todas as opções ao seu alcance, a fim de encontrar a solução ideal e mais económica, para eliminar este potencial perigo.

Uma das hipóteses com maior probabilidade de ganhar (entre todas a soluções) é a utilização de um lazer a partir da terra.

A ideia é “abater” o lixo espacial com recuso a um canhão laser gigante, localizado na terra, não é recente, desde os anos 90 que os EUA especulam a cerca de tal solução.

O principal problema é que se o laser for suficientemente potente para destruir o lixo espacial, também será potente o suficiente poderá destruir ou danificar qualquer satélite, naves espacial ou até mesmo aeronave que se atravessar no seu caminho.

Para contornar este problema, foi proposto que se utilizasse um laser bem menos potente, que ronde os cinco quilowatts, dez vezes menos potente que posteriormente idealizado.

Em vez de vaporizar o lixo, o laser faria apenas com que este retardasse a sua velocidade o suficiente que acabaria por entrar na atmosfera e vaporizar-se.

O laser será capaz de lidar com 10 “pedaços” de lixo por dia, o que seria suficiente para limpar o céu, reduzindo significativamente a probabilidade de haver acidentes, nas missões espaciais.

Com um custo estimado, de cerca de um milhão de dólares, este laser (se a NASA optar por esta solução) ficará absurdamente mais barato do que o simples lançamento de um satélite para o espaço.

O laser, eventualmente acabará por se pagar a si próprio, desde que também seja utilizado para correções orbitacionais de satélites (projetados para absorver rajadas laser), poupando no consumo de combustível.