Nanopartículas exterminadoras da IBM destroem bactérias resistentes

Nanopartículas exterminadoras da IBM destroem bactérias resistentes

6 de Abril de 2011 2 Por Tiago

Não iremos falar de um novo capítulo do filme “Exterminador Implacável”, mas sim de partículas reais à escala nanométrica, criadas pela IBM com o propósito de procurar e destruir, bactérias no nosso corpo.

As bactérias são organismos unicelulares inteligentes e cada vez que as combatemos com drogas, 99.99% destas morrem. Mas 0.01% destas torna-se resistente ao tratamento e evolui.

Para tentar travar esta evolução, IBM Research e o Instituto de Bioengenharia e Nanotecnologia de Singapura, juntaram-se para desenvolver uma nanopartícula capaz de destrói 100% das bactérias (mesmo aquelas que resistem aos medicamentos).

O motivo pela qual as nanopartículas deverão ser mais eficazes do que os restantes tratamentos (como os antibióticos por exemplo), deve-se ao fato de estas procurem física e indiscriminadamente pelas bactérias alojadas no nosso corpo e extermina-las.

Quando comparo as nanopartículas ao Exterminador do filme, não estou a exagerar. Como terão a oportunidade de ver na imagem a baixo (antes e depois), assim que estas detetam as bactérias, destroem-nas literalmente, como se de um exército munido com armas de fogo se tratasse.

As nanopartículas são feitas plástico, e assim que são injetadas na corrente sanguínea, juntam-se formando uma “bolha” com certa de 200 nanómetros de diâmetro. Essas “nanobolhas” de carga positiva, são atraídas pelas bactérias que têm carga negativa (ao contrário de todas as outras células do nosso corpo).

Assim que encontram uma bactéria, as nanobolhas estripa a sua membrana, deixando-a morta e com enormes buracos. Depois de concluir esta tarefa, o exército de nanopartículas continua a sua missão de busca e aniquilação das restantes bactérias.

O fato de cada nanobolha poder destruir várias bactérias, faz com que as doses injetadas sejam mais reduzidas. Alguns dias após terem sido injetadas, as nanopartículas transformam-se em álcool e dióxido de carbono e são naturalmente removidas pelo nosso corpo.

Além das evidentes vantagens (se este tratamento se revelar eficaz), não teremos de nos preocupar com os efeitos secundários da toxicidade dos produtos químicos, ao contrário do que acontece com medicamentos como os antibióticos.

Apesar de ser pouco provável, existirá sempre a possibilidade de as células bacterianas evoluírem, e se tornarem resistentes ao tratamento… esperemos que não. Contudo, teremos de afirmar que esta nova tecnologia é bastante promissora.

O próximo passo para da IBM, será tentar perceber como é que o nosso corpo reage às nanopartículas.

Fonte: IBM Research