Génio da física acredita que para criar movimento perpetuo “bastará” parar o tempo

Génio da física acredita que para criar movimento perpetuo “bastará” parar o tempo

7 de Maio de 2013 1 Por Tiago

Frank Wilczek, um genial físico americano, recebeu em 2004 o prémio Nobel da Física, pela descoberta da liberdade assintótica da teoria da interação forte. Este título valeu-lhe uma enorme credibilidade no mundo da ciência.

Contudo, recentemente esta credibilidade poderá ter tremido um pouco, devido a uma radical teoria que o próprio tem vindo a desenvolver.

Segundo Wilczek, “A maioria das investigações na física, são a continuação de algo que veio anteriormente”. No entanto, o prémio Nobel da Física de 2004 sente-se como peixe fora de água, relativamente a esta sua teoria, tendo em conta o facto de esta ser completamente nova.

Em suma, a mais recente teoria de Wilczek aponta para a possibilidade de criar uma espécie de unidades de “tempo cristalizado”, capazes de conter o hipotético “movimento perpétuo”. Por outras palavras, o físico acredita ser possível criar movimento perpétuo, recorrendo a uma máquina capaz de parar o tempo no seu interior.

Quando Frank Wilczek apresentou a sua pesquisa, muitos dos seus companheiros de profissão ficaram sem saber o que pensar. Apesar de reconhecerem a sua genialidade.

Armadilha para iões - 02

Felizmente, para a integridade do físico, um avanço tecnológico tornará possível testar a sua teoria. Graças à criação de um cristal do tempo. Nem mesmo Wilczek sabe se tal coisa é possível, tendo em conta que não há evidências de tal existir na natureza.

Para o prémio Nobel da Física de 2004, “É como se desenhasse um alvo e esperasse que as flechas o atingissem. Se não existe nenhuma barreira lógica para este comportamento se realizador, então espero que ele seja realizado”.

O suposto cristal do tempo é, basicamente, um pequeno anel de átomos perpetuamente rotativos. E o início da sua construção está para breve. Neste campo, tudo será posto em causa. Desde a computação quântica à forma como interpretamos e definimos o próprio tempo.

Via: Simons Science News
Créditos de imagens:
National Physical Laboratory/flickr)