Silenciosos e potentes motores iónicos podem alimentar aviões no futuro

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Propulsor Iónico

Já passou um ano, desde que a NASA revelou o desenvolvimento de uma Unidade de Propulsão, que funciona a cristais dilítio (dilithium crystals). Motor, este, que se tornou icónico através da série/filme Star Trek.

Recentemente, um grupo de investigadores do MIT, anunciou que está a desenvolver um poderoso motor, de “Vento Iónico”, capaz de superar os motores a jato convencionais. Neste caso, estamos a falar do mesmo tipo de motores, referenciados em naves da saga Guerra das Estrelas.

Uma espécie de Star Trek vs Guerra das Estrelas, do mundo real. Esta é mais uma prova, que a ficção promove o desenvolvimento e incentiva á superação, de nós próprios.

Para os verdadeiros fãs da saga Guerra das Estrelas, este não é um conceito novo. Na ficção, este tipo de motores é capaz de nos levar até aos confins do Universo a velocidade superiores à velocidade da luz.

Mas ficção à parte, o que realmente importa, é que os cientistas do estão a desenvolver um poderoso motor de propulsão iónica (como tem sido chamado), que até há bem pouco tempo apenas pertencia ao mundo do cinema.

Os motores a jato, convencionais, produzem cerca de 2N/kW (newton por kiloWatt) de impulsão. Mas segundo os cientistas do MIT, a propulsão iónica demonstrou ser capaz de produzir uns impressionantes 110N/kW de impulsão.

Contudo, a potência de impulsão não é a única vantagem dos motores de “Vento Iónico”. Estes são também completamente silêncios e invisíveis em imagens infravermelhas, porque não produzem calor. A propulsão iónica não polui e é também bastante eficiente, especialmente a velocidades baixas.

As naves espaciais, atuais, necessitam de dois tipos de propulsão diferentes. Uma para usar dentro da atmosfera (que utilizar ar na combustão) e outra para usar no espaço (onde não existe ar).

No futuro, os aviões e naves espaciais com propulsão iónica, além de serem mais potentes e mais eficientes, poderão voar dentro e fora da atmosfera terrestre, sem ter de utilizar outro tipo de propulsão adicional.

As naves de reconhecimento (espiãs), não tripuladas, poderão ser as primeiras a beneficiar das vantagens desta tecnologia:

  • A enorme eficiência, a baixas velocidades, permitirá missões de reconhecimento de longo prazo.
  • A sua estrema potência de impulsão, permitirá (também) missões mais rápidas e objetivas.
  • Por fim, o silêncio e a não produção de calor, destes motores, tornarão as naves do futuro, praticamente invisíveis.

Infelizmente, os motores iónicos ainda não estão completamente prontos, a fim de serem integrados aeronaves. No entanto, podemos afirmar que a Propulsão Iónica, desenvolvida pelo MIT (“inspirados” na saga Guerra da Estrelas), levam uma considerável vantagem sobre a Unidade de Impulso de cristais de dilítio da NASA (“inspirada” na série/filme Star Trek).

Fonte: MIT

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