Cientistas acreditam que a combinação entre memristores e nanofios permitirá criar cérebros artificiais

Cientistas acreditam que a combinação entre memristores e nanofios permitirá criar cérebros artificiais

5 de Abril de 2013 1 Por Tiago

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Durante décadas, os investigadores tentaram encontra uma forma de criar um computador capaz de se comportar como um cérebro humano. Contudo, este objetivo nunca foi alcançado, e o principal culpado é a tecnologia de que são feitos os chips atuais.

Um dos inconvenientes, dos chips de silício, é a sua falta de “plasticidade”, uma habilidade que os neurónios do nosso cérebro adaptaram, para poderem aprender e lembrarem-se das coisas.

Mas graças ao grupo de investigadores, do Centro de Pesquisas em Nanoestruturas Adaptativas e Nanodispositivos (CRANN), da universidade Trinity College em Dublin, na Irlanda, num futuro próximo poderá ser possível criar um cérebro artificial, com a habilidade suficiente para pensar e lembrar, como o nosso cérebro.

Este grupo de investigação, liderado por Jonh Boland (diretor de CRANN), tem vindo a estudar uma nova abordagem, procurando um novo nanomaterial, desenvolvido com baseado nas redes neuronais do nosso cérebro, que combina o trabalho entre as tecnologias de nanofios e memristores.

Este projeto acaba de receber uma bolsa de investigação de 2.5 milhões de euros, do Concelho Europeu de Investigação (CEI), para que possam desenvolver um novo paradigma da computação, que imite as redes neuronais do cérebro humano.

Tanto os nanofios como os memristores fazem parte das mais recentes investigações na área da Inteligência Artificial (IA). Segundo os investigadores:

    • Os nanofios poderem vir a ser utilizados na construção malhas eletrónicas e poderão ser cultivados em tecidos nervosos do nosso corpo, para ligar células nervosas com a eletrónica.
    • Já os memristores, desde a sua descoberta, foram caracterizados como os potenciais chips que nos guiarão á Inteligência Artificial. De acordo com Allen Bellew, investigado na CRANN, estes são capazes de se “lembrar” da corrente passou através eles.

John Boland e os seus colegas descobriram que quando aplicado um estímulo elétrico, químico ou de luz, numa rede aleatórias de nanofios, este gera uma reação química nas junções, onde os nanofios se cruzam. Este fenómeno assemelha-se à forma como funciona o cérebro humano, onde feixes de nervos, que se cruzem entre si, formam junções.

Umas das primeiras áreas a beneficiar desta tecnologia, poderá ser a tecnologia usada para reconhecimento facial. Enquanto para uma pessoa, é extremamente fácil reconhecer um rosto, no mundo da computação, é necessário utilizar um supercomputador para o mesmo efeito, e mesmo este não será tão eficiente como o nosso cérebro.

De acordo com as declarações de Boland à impressa:

Este financiamento do Conselho Europeu de Investigação permite-me continuar meu trabalho, para desenvolver a próxima geração da computação, o que difere da abordagem digital tradicional.”

O cérebro humano é neurologicamente avançada e explora a conectividade, que é controlado por sinais elétricos e químicos. A minha investigação irá criar redes de nanofios, com o potencial para imitar os aspetos das funções neurológicas do cérebro humano, o que poderá revolucionar o desempenho dos computadores atuais. Poderá ser verdadeiramente inovador.

Fique com o vídeo, onde alguns dos membros da equipa de investigadores de CRANN fala sobre esta investigação.