Novas memórias de “gelatina” flexíveis e resistentes à água

Novas memórias de “gelatina” flexíveis e resistentes à água

18 de Julho de 2011 1 Por Tiago

Se tivéssemos de enumerar uma lista de todas as qualidades reconhecidas aos componentes electrónicos, a flexibilidade e resistência à água, estariam certamente fora.   

Mas este cenário poderá mudar dentro em breve, tendo em conta uma nova memória protótipo, criada a partir de uma substância idêntica à gelatina, que funciona bem em ambientes húmidos.

Segundo o Dr. Michael Dickey, professor assistente de engenharia química e biomolecular na NCSU (North Carolina State University e coautor da descrição desta investigação, “O nosso dispositivo de memória é macio, flexível, e funciona muito bem em ambientes húmidos, semelhantes ao cérebro humano”.

Dentro deste involucro gelatinoso (à base de água) é possível encontra quatro tiras metálicas cruzaras, feitas a partir de uma liga líquida de gálio e índio. As tiras são colocadas em cada um dos lados da “gelatina” (condutora) e atuam como um elétrodo.

O facto de esta substância gelatinosa (que compões a estrutura exterior da memória) ser biocompatível, permite que esta possa ser implantada no nosso corpo, para interagir com o nosso sistema biológico.

Tal como acontece com os memristors, em que cada componente é capaz de funcionar tento num estado eletricamente condutivo como resistivo, variando entre os estados 1 e 0 (da linguagem binária), através da manipulação dos iões. Desta forma, quando esta liga metálica é exposta a cargas elétricas positivas, torna-se resistiva e quando é exposta a cargas elétricas negativas, torna-se condutiva.

Normalmente o que acontece é que se um dos lados de um elétrodo for sujeito a uma carga negativa, a carga positiva passará para o outro lado, mantendo o elétrodo em estado resistivo. Para impedir que isto acontece-se, os investigadores do NCSU misturaram um polímero, em um dos lados da substância gelatinosa.

Para já, esta memória protótipo vem dotada de uma capacidade de armazenamento muito reduzida. No futuro, é esperado que memórias com maior capacidade possam ser implantadas no nosso corpo, em robôs de corpo macio (a imitar o corpo humano), entre outros.

Via: gizmag