Memória PCM da IBM será 100 vezes mais rápida do que as memórias Flash

Memória PCM da IBM será 100 vezes mais rápida do que as memórias Flash

1 de Julho de 2011 1 Por Tiago

Cientistas da IBM demonstraram pela primeira vez as novas memória de mudança de fase (PCM). Estas memórias ultrarrápidas são capazes de armazenar múltiplos bits por célula durante extensos períodos de tempo.

Segundo o que o próprio nome indica, estas memórias funcionam através da mudança de fase do material, para armazenar bits (dados). Ao induzir calor no material, este altera a sua estrutura cristalina, para uma estrutura amorfa (não-cristalina). Cada uma das estruturas tem resistências elétricas diferentes, isto significa que é possível saber com precisão, se o bit é 0 ou 1.

Tudo isto acontece a uma velocidade alucinante, cerca de 100 vezes mais rápido do que acontece com as atuais memórias Flash. Assim sendo, significa que as memórias PCM estão ao nível das memórias DRAM, só que ao contrário de estas, as PCM são capazes de armazenar dados sem necessitar de estar permanentemente em funcionamento, podendo ainda ser escritas e reescritas mais de 10 milhões de vezes.

Mas nem tudo são rosa (como se costuma dizer), as memórias de mudança de fase padecem de dois grandes problemas:

  • O primeiro – Após alguns meses ou até anos, os eletrões do material cansam-se e começam a vaguear, o que poderá corromper os dados armazenados.
    • Apesar de ser inevitável, a IBM arranjou uma forma de compensar este problema através da técnica modulação de codificação, que segundo a empresa, “é baseada no fato de que, em média, a ordem relativa das células programadas com diferentes níveis de resistência não mudam devido à derrapagem”.
  • O segundo – Esta tecnologia requer demasiada energia.
    • Este problema também poderá estar perto de ser resolvido graças aos nanotubos de carbono, que deverão reduzir significativamente o consumo de energia, de forma a tornar viáveis as novas memória PCM.

Só a partir de 2016, é que a tecnologia de mudança de fase da IBM deverá estar pronta para começar a ser comercializada. Entretanto, os engenheiros da IBM vão estar concentrados na resolução dos problemas e na possível integração da tecnologia nos dispositivos móveis (recorrendo aos nanotubos de carbono).

Fonte: IBM Research