Nova mão biónica permite que pessoas amputadas voltem a sentir através do tato

Nova mão biónica permite que pessoas amputadas voltem a sentir através do tato

7 de Fevereiro de 2014 1 Por Tiago

Os membros biónicos são, cada vez mais, uma realidade em vez de ficção científica. O desenvolvimento de próteses biónicas tem crescido a um ritmo impressionante, e além de permitir a manipulação de objetos, com alguma destreza, a partir de agora também permitirá sentir através do tato.

Silvestro Micera e a sua equipa de cientistas (europeus), no CNP (Centro de Neuroprostética) da EPFL (Escola Politécnica Federal de Lausana) na Suíça, conseguiram criar uma mão biónica que permite sentir o toque, em tempo real.

Nove anos após perde a sua mão, num acidente com fogo-de-artifício, Dennis Sørensen Aabo recupera agora a capacidade de sentir a forma, tamanho e até mesmo a textura de objetos, através desta nova tecnologia.

Para obter sensibilidade num membro biónico, os cientistas tiveram de implantar, cirurgicamente, elétrodos transneuronais, nos restantes nervos do braço amputado do paciente. Após o transplante, os elétrodos iniciaram a retransmissão dos sinais elétricos, para o sistema nervoso de Sørensen.

Pela primeira vez, os cientistas conseguiram implantar elétrodos como estes. Capazes de funcionar, independentemente da força do sinal emitido, ou até mesmo depois de se ter formado tecido cicatricial.

Após implantar e testar os elétrodos, a equipa anexou um braço protésico, equipado com sensores de deteção de toque, para interagirem com os elétrodos. Ao testar a sensibilidade do toque, os sensores geraram sinais elétricos, que foram imediatamente convertidos em impulsos nervosos, através de um algoritmo de computador.

Desta forma, assim que os sensores do braço biónico tocam em algo, é emitido um sinal elétrico que é automaticamente convertido e enviado, através dos elétrodos, para o restante sistema nervoso do braço amputado Sørensen. Quando o impulso nervoso chega ao cérebro, este é reconhecido e identificado, como se de um membro “normal” se tratasse.

Segundo Sørensen, a sensação de usar o seu novo braço é “incrível”. Mesmo depois de os cientistas lhe terem vendado os olhos e de o terem feito usar tampões para os ouvidos, Sørensen foi capaz de os escolher objetos, com sucesso. Reconhecendo-os através da sua textura, forma e tamanho e até mesmo determinar a força com que os segurava.

Tendo em conta que estes nervos não eram utilizados há nove anos, podemos afirmar, com toda a certeza, que os resultados foram um sucesso e extremamente surpreendentes. Deixe-se ficar com o seguinte vídeo, onde os cientistas e o próprio Dennis Sørensen Aabo falam desta nova tecnologia.

Via: EPFL