LQG a maior estrutura alguma vez descoberta no Universo

LQG a maior estrutura alguma vez descoberta no Universo

18 de Janeiro de 2013 1 Por Tiago

Astrónomos descobrem a maior estrutura (conhecida) do Universo, composta por uma massa de núcleos galácticos ativos, que se estendem ao longo de 4000 milhões de anos-luz, equivalente a (3,78×1022km) de comprimento.

Esta estrutura foi descoberta por uma equipa de astrónomos da Universidade Central de Lancashire, no Reino Unido e designa-se como um Grande Grupo de Quasares (LQG). Este LQG é composto por 73 quasares que se expandem num raio de 1600 milhões de anos-luz (1,51×1022km).

Os quasares são os objetos mais brilhantes do Universo, e tendem a juntar-se em grandes grupos, alguns dos quais com mais de 600 milhões de ano-luz (5,68×1021km) de largura.

Para termos uma noção aproximada do verdadeiro tamanho deste monstro celestial, a Via Láctea (a galáxia onde vivemos com 100 mil anos-luz de largura) está separada da nossa galáxia vizinha (mais próxima) Andrómeda, por cerca de 2,5 milhões de anos-luz de distância.Grande-LQG

Desta perspetival, o tamanho do LQG é colossal, tendo em conta que este tem 4000 milhões de anos-luz de comprimento, no seu ponto mais extenso. Segundo Roger Clowes, astrónomo na Universidade Central de Lancashire:

Embora seja difícil de entender a dimensão desse LQG, podemos dizer com certeza, que é a maior estrutura alguma vez vista em todo o universo.

É extremamente emocionante, até porque vai contra a nossa compreensão atual da escala do universo.”

Tendo em conta o Principio Cosmológico, o Universo deveria ser essencialmente homogéneo, quando visto em grande escala. No entanto, o LQG é tão grande que viola esse prossuposto, amplamente aceite pelo mundo da física. De acordo com os cálculos, estruturas maiores do que 1200 milhões de anos-luz (1,14x1022km), não deveriam existir.

Clowes refere ainda:

“A nossa equipa tem analisado casos semelhantes, que adicionam mais peso a este desafio, e nós iremos continuar a investigar estes fenômenos fascinantes.”

Fonte: Royal Astronomical Society