LHC vislumbra intrigante e potencial nova partícula

LHC vislumbra intrigante e potencial nova partícula

18 de Dezembro de 2015 0 Por Tiago

Investigadores acreditam terem visto vestígios de uma possível nova partícula fundamente, após a realização de uma experiência no Grande Colisor de Hadrões (LHC).

A notícia foi revelada numa reunião, realizada na passada terça-feira, quando as duas equipas de físicos do CMS (Solenoide de Muões Compacto) e do ATLAS (Dispositivo Instrumental Toroidal para o LHC), informaram que haviam observado um potencial novo tipo de partícula.

Durante a experiência tanto a equipa a do CMS como a equipa do ATLAS, detetaram uma série de eventos que produziram dois fotões, a uma energia aproximada de 760 GeV. Como poderão ver na imagem a baixo.

De acordo com equipa CMS, os resultados tiveram uma significância estatística de 2.6 sigma, enquanto a equipe ATLAS reportou um resultado de 3.6 sigma.

Os valores sigma representam a probabilidade da possível presença de uma partícula hipotética: para um resultado ser considerado uma “descoberta” é necessário um valor de 5 sigma (o que equivale a uma probabilidade de 1 em 3.5 milhões).

Para os cientistas, um valor de 3 sigma é já considerado um resultado “interessante”, mas com maior probabilidade de ser coincidência.

Experiência CMS no LHC - CERN

Apesar do entusiamo, e de acordo com a New Scientist, os valores de sigma desta experiencia decaem para 1.2 no caso do CMS e 1.9 no caso do ATLAS, se tivermos em conta o efeito Look-elsewhere (a probabilidade de estarmos a ver um falso resultado, devido ao grande número de possíveis eventos que procuramos.

No entanto, todas as descobertas começar com um baixo valor de sigma e, em alguns casos (como com o bosão de Higgs), esse valor vai aumentando. Existem já, algumas especulações sobre a que poderiam estar associados estes resultados:

  • poderá ser uma versão mais pesada do próprio bosão de Higgs;
  • ou talvez um gravitão, o potencial transmissor quântico da gravidade.

É, contudo, muito cedo para festejar e a explicação mais provável, tendo em conta os dados observados, é de estes resultados serem simplesmente uma coincidência.

O LHC está, desde março, a trabalhar na potência máxima, mas apenas no mês passado começou a fazer colidir iões de chumbo, a energias mais altas já registradas. Em 2016, as equipas do CMS e ATLAS continuaram a recolher e a estudar os dados, na esperança que o valor de sigma aumente.

Fonte: New Scientist
Imagens por CERN