Júpiter e Saturno podem estar recheados de diamantes

Júpiter e Saturno podem estar recheados de diamantes

21 de Outubro de 2013 1 Por Tiago

Segundo um estudo recente, realizado por Kevin Baines e a sua equipa na Universidade Wisconsin- Madison, os dois maiores planetas gasosos do nosso Sistema Solar dispõem de condições favoráveis ​à criação de diamantes sólidos. Contudo, o ambiente em que estes são criados, poderá impedir-nos de lhes deitar mão.

Enormes tempestades de relâmpagos atravessam a atmosfera destes dois gigantes gasosos, estas condições podem iniciar o processo de destruição de moléculas de metano em carbono. De seguida, este carbono, sob a forma de fuligem, começa a afundar-se nas camadas gasosas do planeta, onde é exposto a pressões elevadas.

Estas pressões convertem a fuligem em pedaços de grafite, que eventualmente será exposto a pressões suficientemente fortes para os comprimir e transformar em diamantes sólidos. Juntando alguns cálculos matemáticos a esta teoria, levaram Kevin Baines a chegar à seguinte conclusão:

Isto cria cerca de mil toneladas de diamantes por ano, e estima-se que na camada, de 30.000 km de espessura, em diamante, exista cerca de 10 milhões de toneladas de diamantes, formados deste modo.

Neste momento, aposto que se está a pergunta: porque é que não pegamos na picareta e no capacete de proteção e apanhamos o primeiro foguetão para Júpiter ou Saturno?

A resposta é simples, mesmo que uma nave espacial, de prospeção, fosse capaz de chegar a Júpiter ou Saturno e sobreviver às suas camadas exteriores, não iriam aventurar muito mais fundo nestes planetas.

Abaixo das camadas onde são criados os diamantes o cenário é (provavelmente) ainda mais surpreendente, onde (supostamente) poderemos encontrar mares de diamante líquido. Esta passagem do estado solido ao estado líquido deve-se as altas temperaturas, superiores a 8 mil Kelvin (7.726,85 graus Celsius). Tais temperaturas são suficientes para derreter diamante.

Desta feita, seria impossível que uma nave espacial (atual) resistisse às temperaturas, pressão e todas as restantes condições atmosféricas e físicas deste planeta.

Fonte: American Astronomical Society
Créditos de imagem: Michael Carroll/Alien Seas