Impressora 3D poderá melhorar a regeneração de nervos danificados

Impressora 3D poderá melhorar a regeneração de nervos danificados

25 de Fevereiro de 2015 0 Por Tiago

Algumas lesões podem resultar na danificação, ou total rompimento de um determinado nervo do nosso corpo. O tratamento deste tipo de lesões poderá envolver a costura das duas extremidades rompidas, ou criação de uma ponte, por meio da suturação de um enxerto de nervo.

Infelizmente, estes dois métodos nem sempre trazem bons resultados. Desta forma, o ideal seria deixar que as duas extremidades crescessem e voltassem a unir-se naturalmente.

Graças a um grupo de cientistas da Universidade de Sheffield, esta possibilidade poderá estar próxima de se concretizar. O método desenvolvido permite que os nervos se voltem a unir através de um canal de orientação (NGC), imprimido por uma impressora 3D.

Um NGC é, basicamente, um tubo onde são inseridas as extremidades do nervo rompido (uma extremidade de cada lado do tubo). À medida que o nervo vai crescendo, o tubo vai guiando as extremidades até estas se fundirem novamente.

Tubos NGC, criados sem a ajuda de impressoras 3D, são atualmente utilizados para repara nervos danificados. Contudo, o reduzido números de formatos existentes torna a sua aplicação muito limitada.

Para contornar estas limitações, os investigadores começaram a desenvolver canais de orientação NGC personalizado, através do software Computer Aided Design.

Após serem desenhado, os NGCs são impressos através da escrita direta a laser. Esta forma de impressão 3D resulta no endurecimento de uma resina fotocurável (neste caso, polietileno glicol), através do direcionamento de um feixe de luz laser.

A tecnologia foi testada (com sucesso) em laboratório, reparando lesões nervosas em ratos. O processo permitiu estimular e direcionar o crescimento (de 3 mm) das extremidades rompidas, voltando a uni-las em apenas 21 dias.

Os investigadores procuram agora utilizar materiais biodegradáveis, desenvolver métodos que permitam juntar extremidades separadas por distâncias maiores e iniciar os testes em seres humanos.

Segundo os cientistas, da Universidade de Sheffield, os tubos NGC imprimidos “podem ser adaptados a qualquer tipo de dano do nervo, ou mesmo personalizados para cada paciente.”

Via: Biomaterials
Fonte: University of Sheffield