Excitões negros reanimam esperança para computação quântica

Excitões negros reanimam esperança para computação quântica

19 de Novembro de 2010 2 Por Tiago

Quando a computação quântica parecia estar a anos-luz de distância, eis que um grupo de investigadores, descobrem um novo caminho que poderá vir encurtar a distância, na busca pelo “Santo Graal”, a mais promissora das tecnologias de computação.

Este novo caminho implica a utilização dos chamados, excitões negros como bits quânticos. Excitão negro não é o nome do robô-gigolô do futuro, mas sim uma quaseparticula (ou excitação elementar) formada por um par de Electrão-buraco em rotação paralela.

Além de fazer desta quaseparticula “negra”, a rotação paralela permite também, que ele seja duradouro e animado com uma carga eléctrica para definir seu estado. Um estado que pode ser lido, através da procura por um fotão emitido.

Uma vez carregados, a única forma dos excitões voltarem a decair para o estado electricamente neutro, é através da emissão de um fotão. Um detector lê a rotação do fotão, dando-lhes a informações sobre se o excitão em rotação para cima ou para baixo, que é o equivalente à leitura de um computador quando o bit é 0 ou 1.

Os investigadores descobriram como controlar os excitões negros, de todas as formas necessárias para que estes funcionem como qubits. Tornando-os em partículas estáveis, para que possam ser lidos quando e se necessário. Para tal, basta que estes sejam carregados electricamente.

Em teoria, esta é ideia é uma fascinante e traz de volta a esperança de alcançar o conhecimento necessário para por um computador quântico a funcionar. Na prática, não é tanto assim. Pelo menos não para o seu desktop de casa, que teria de ser mantido a uma temperatura de -268,95 graus Celsius.

Via: engadget.com/arstechnica.com
Fonte: Nature Physics