Deformação do espaço-tempo contínuo permite ampliar estrelas distantes

Deformação do espaço-tempo contínuo permite ampliar estrelas distantes

16 de Maio de 2013 1 Por Tiago

Deformação do espaço-tempo

Segundo os cientistas, aglomerados densamente povoados de estrelas podem funcionar como lupas gigantes, alimentadas a gravidade. De acordo com a imagem a cima, captada através do telescópio Hubble, isto é possível através da deformação do próprio tecido do espaço-tempo.

Os aglomerados de galáxias são as maiores estruturas conhecidas no Universo. Aqui a quantidade de estrelas é tão densa que a força da gravidade é capaz de dobrar o espaço em si mesmo. No caso do aglomerado de galáxias Abell S1077, a deformação do tecido do espaço-tempo é tão grande, que permite criar uma curvatura no espaço semelhante à de uma lupa.

Graças a este efeito de aumento, é-nos permitido detetar objetos no espaço, que de outra forma seriam invisíveis ao nosso olho. Como por exemplo, objeto que se encontram escondidos atrás de outros.

Analisando atentamente a imagem a cima, podemos vislumbrar arcos esticados de luz, que mais se parecem com riscos na lente. Mas na verdade, são as imagens distorcidas de galáxias escondidas, por de trás da galáxia Abell S1077.

Com a ajuda da força gravitacional destas “lupas” naturais, os cientistas foram capazes de detetar alguma da luz mais antiga do Universo. Como a luz que provem da galáxia MACS0647-JD. Esta luz foi emitida há 13.3 mil milhões de anos. E segundo os cálculos, o Universo tem aproximadamente 13.73 mil milhões de anos de existência.

Fonte: Agência Espacial Europeia