DARPA investiga possível implante cerebral futurista para recuperar memórias perdidas

DARPA investiga possível implante cerebral futurista para recuperar memórias perdidas

18 de Fevereiro de 2014 2 Por Tiago

A agência governamental Norte Americana DARPA é conhecida, em todo o mundo, por estar sempre um paço à frente, na vanguarda da tecnologia. O objetivo da agência é tornar mais segura e eficiente a operacionalidade dos soldados e forças armadas dos EUA.

Desde robôs que correm mais rápido que uma chita a interfaces para interação entre próteses e membros amputados, a DARPA procura encontrar soluções para vários problemas. Neste momento, encontra-se a trabalhar num projeto ainda mais arrojado.

Este projeto, que mais parece ter saído de uma filme de ficção científica, consiste na criação de um dispositivo, passível de ser implantado no cérebro, para recuperar possíveis perdas de memória, provocadas por ferimentos na cabeça.

A ideia seria colocar, antecipadamente, o implante dentro do cérebro de um soldado, para que este possa gravar as memórias, ao mesmo tempo que estas se vão formando. Em caso de lesão cerebral, o implante poderia restaurar as memórias perdidas do soldado.

O projeto foi apropriadamente intitulado de RAM (Restoring Active Memory), que significa “Restaurar Memória Ativa”, e encontra-se, atualmente, à procura de propostas de empresas especializadas na área, como a Medtronic. Esta empresa começou a trabalhar com implantes cerebrais, no ano passado, para tratamento da doença de Parkinson, através do envio de sinais elétricos para o cérebro.

O projeto RAM está ainda no início, e com muito caminho pela frente, até ser posto em prática. Antes de mais, teremos de estudar e decifrar os sinais enviados pelo cérebro, que forma as lembranças.

Basicamente, sabemos que as memórias são criadas graças à proteína ARNm, que permite a formação de conexões entre os neurónios do cérebro. O implante terá de registar todo este processo, para que possamos decifrar os diferentes sinais e, posteriormente, aprender a restabelecer essas conexões específicas.

Levará alguns anos, até que esta tecnologia esteja ao dispor do mais comum dos mortais. Mas assim que estiver disponível, será possível tratar problemas de perda de memória, relacionados com ferimentos ou doenças como o Alzheimer.

Via: Dvice