Cientistas usam terapia da luz para destruir tumores em ratos

Cientistas usam terapia da luz para destruir tumores em ratos

14 de Novembro de 2011 1 Por Tiago

Um grupo de cientistas do Instituto Nacional de Cancro (NCI) em Bethesda, Maryland nos EUA, está a desenvolver um novo tratamento, para destruir células cancerosas sem danificar os tecidos saudáveis.

Ao contrário da quimioterapia e radiação (habitualmente usadas como complemento do tratamento do cancro) que provocam efeitos colaterais prejudiciais e debilitantes, esta nova técnica utiliza luz infravermelha para matar as células malignas sem interferir com as saudáveis.

Conhecido com fotoimunoterapia (PIT), este tratamento funciona através da combinação um corante florescente e anticorpos de cancro específicos. Quando a luz infravermelha é direcionada para as células iluminadas pelos corantes florescente, estas são queimadas e morrem.

O estudo foi realizado em ratos de laboratório, aos quais foram administrados anticorpos que se uniram à proteína HER2 (normalmente encontrada nas células cancerosas). Esta proteína é habitualmente encontrada em alguns tipos de cancro da mama, pulmões (EGFR), pâncreas e próstata (PSMA).

Segundo o cientista Hisataka Kobayashi, chefe da unidade de Imagem Molecular no NCI, “As células normais podem ter uma centena de cópias destes anticorpos, mas as células cancerosas têm milhões de cópias”, referindo ainda que “Esta é uma grande diferença”.

O resultado final é que apenas as células cancerígenas são afetadas pela “luz de ativação”, deixando o tecido circundante ileso.

O progresso do tratamento é por sua vez, mais facilmente monitorizado graças ao corante, visto que as células malignas surgem a florescente na imagem. De acordo com este estudo realizado, foi possível reduzir a florescência visível, em apenas um dia de tratamento.

Esta técnica poderá no futuro, auxiliar os cirurgiões na identificação de células cancerígenas que permanecem, após a cirurgia de remoção de tumores. Segundo Kobayashi, “ Isso poderia ajudar a limpar as células de tumores que são mais difíceis para os cirurgiões para chegar”.

Contudo, a terapia (ainda) não é adequada para o tratamento de grandes tumores, porque em vez de matar muitas células de uma só vez, este iria libertar toxinas prejudiciais que poderia levar a problemas cardiovasculares.

Existe ainda, muito trabalho pela frente no que diz respeito à deteção das proteínas presentes nas células cancerosa, de forma a tornar o tratamento mais eficaz. No caso da proteína HER2, os estudos revelam que esta está presente em apenas 40% dos casos de cancro da mama.

Fonte: Instituto Nacional do Cancro (NCI)