Cientistas podem ter descoberto matéria escura

Cientistas podem ter descoberto matéria escura

19 de Junho de 2014 0 Por Tiago

Graças ao detetor de partículas AMS, incorporado no exterior da Estação Espacial Internacional (EEI), poderemos ter, finalmente, descoberto matéria escura. O detetor tem mostrado que algo mais do que matéria comum tem gerando raios cósmicos.

Serão necessárias mais deteções deste raios, para que os cientistas possam confirmar se a deteção destas “impressões digitais” advêm de colisões de matérias escura, ou se apenas encontraram partículas, geradas por estrelas de neutrões (pulsares), altamente magnetizadas.

Segundo Sam Ting, líder da equipa de investigação científica Espectrómetro Magnético Alpha (com mais de 600 membros), numa conferência em Chicago:

Sabemos que algo novo aconteceu, mas ainda não conhecemos a origem.” Contudo, “num curto espaço de tempo, vamos realmente ser capazes de resolver o mistério

Ao contrário da matéria visível ou comum, é impossível detetar diretamente matéria escura, através de radiação eletromagnética. Apesar de tudo, os cientistas acreditam que a sua gravidade é responsável por toda a matéria do universo (planetas, sistemas solares, galáxias), junta.

Percentagem de matéria no universo

Juntas, a matéria escura e a energia escura (que se acredita ser responsável por acelerar a expansão do universo) representam cerca de 96 por cento do universo conhecido.

Desde a sua instalação (na EEI) em maio de 2011, o detetor de partículas AMS registou 50 mil milhões de colisões de raios cósmicos. Toda a informação sobre a sua energia, direção e conteúdo tem vindo a ser analisados pelos físicos.

Neste caso, essencial é saber o número de positrões (o equivalente a antimatéria para eletrões), que são detetados, relativamente ao número total de positrões e eletrões. A equipe do AMS já havia divulgado um número, proporcionalmente, maior de positrões, no ano passado. Contudo, não existiam dados suficientes que confirmassem a existência de matéria escura.

Detetor AMS instalado na EEI - 02

Ting afirmou ainda que, “a taxa de aumento e onde é cortado, depende da massa da matéria escura”.

Analisando os novos dados, é possível ver que a proporção de positrões para o total de eletrões, mais os positrões “mudou o seu comportamento de aumento, para se tornar independente de energia”. Explicou Ting, numa entrevista para a Discovery News.

“Este aumento indica que não pode advir de colisões de raios cósmicos normais.”

Nós também medimos o fluxo de positrões, com precisão. O fluxo aumenta até 10 mil milhões de eletrões-volt de energia, abranda a até aos 35 mil milhões de eletrões-volt e depois volta a aumentar.

Estes dois comportamentos mostram que a origem de positrões, no cosmos, é muito misteriosa.” Contudo, para Ting, “é muito cedo para afirmar que são, definitivamente, de matéria escura.

Via: Discovery News