A engenharia genética permitem que células danificadas do coração voltem a bater

A engenharia genética permitem que células danificadas do coração voltem a bater

29 de Agosto de 2013 1 Por Tiago

Coração

As doenças cardíacas são uma das principais causas de morte em todo o mundo. Contudo, muitas das vítimas de ataques cardíacos acabam por sobreviver. No entanto, passam a viver limitadas, devido aos danos e cicatrizes causados nas células dos seus corações.

Após um ataque cardíaco, o tecido de determinada área do coração ficar com cicatrizes, resultantes das células danificadas, provocadas pelo ataque. Estes danos limitam o coração, impedindo-o de funcionar de forma eficientemente, como antes.

Graças a um estudo realizado por cientistas do Instituto de Gladstone, em São Francisco, Califórnia nos EUA, agora poderá ser possível recuperar essas células danificas e remover o tecido cicatricial, fazendo como que o coração volte a ser tão bom e eficiente quanto era, antes do ataque.

Os cientistas iniciaram esta investigação no ano passado, trabalhando com ratos de laboratório. Tendo-se revelado eficaz na transformação das cicatrizes e células danificadas, dos corações dos ratos, em células saudáveis. Para tal, os cientistas injetaram de uma mistura três genes, conhecidos como GMT, nas próprias células danificadas.

No entanto, assim que começaram a trabalhar com células humanas, numa placa de Petri, os resultados não foram tão animadores. Ao que parece, as células cardíacas humanas danificadas, não podiam se reparadas apenas com a injeção de GMT, este procedimento exigia algo mais.

Desta forma, os cientistas começaram a testar as células cardíacas com uma variedade de genes, e eventualmente acabaram por descobrir a combinação perfeita. Ao adicionar os genes ESRRG e MESP1 ao GMT, as células começaram a transforma-se. De seguida, os cientistas adicionaram mais dois genes, MYOCD e ZFPM2, juntamente com o uso de uma reação química, para estimular a transformação das células, e o resultado foi um sucesso.

Este cocktail de genes permitiu que as células cardíacas danificadas, provenientes de um coração humanos, se tornassem saudáveis novamente. Durante o estudo, quase todas as células cardíacas danificadas se transformaram e cerca de 20% dessas células começaram a transmitir sinais, e a bater novamente.

Esta taxa de apenas de 20% de sucesso, na transmissão de sinais, significa que os cientistas necessitam de prosseguir com a investigação, até ao ponto em que todas, ou praticamente todas, as células danificadas são totalmente recuperadas.

Apesar deste resultado, os investigadores acreditam que no futuro os resultados poderão ser mais favoráveis, se esta técnica for aplicada em corações vivos.

A equipa de investigação vai continuar a testar novas combinações de genes, em animais maiores (especialmente porcos), com o intuito de aperfeiçoar o tratamento. Caso sejam bem-sucedidos, o próximo objetivo será substituir a mistura de genes com moléculas menores, a fim de tornar a injeção mais simples e segura, para pacientes humanos.

Fonte: Institutos Gladstone
Créditos de Imagem: Wiki Commons