Camada do ozono começa a recuperar, 22 anos depois da proibição do CFC

Camada do ozono começa a recuperar, 22 anos depois da proibição do CFC

23 de Maio de 2011 0 Por Tiago

Depois de todos os esforços, de forma a banir o clorofluorcarbono (mais conhecido por CFC) nas décadas de 80 e 90, finalmente, esta medida começam a surtir efeito.

O CFC é um composto orgânico, com base em carbono, coro e flúor, que foi reconhecido pela comunidade científica, como um dos principais responsáveis pela redução da camada do ozono.

Frequentemente utilizado em aerossóis e gases para refrigeração, atualmente, a sua utilização é proibida em diversos países.

Banir o gás CFC do mercado, foi uma guerra árdua devido à sua versatilidade e utilidade. A baixa toxicidade, reatividade e inflamabilidade tornava este composto, no “ingrediente” ideal para produzir equipamentos de refrigeração e aerossóis.

Quando libertado no ar o gás (CFC) flutua até há atmosfera superior, destruindo e separando as moléculas do ozono. Esta reação provoca um enfraquecimento e permeabilidade da atmosfera às perigosas radiações ultravioleta provenientes do Sol.

Uma vez chegado à atmosfera superior, o CFC poderá lá permanecer durante 100 anos. O efeito estufa, é uma das principais causas do aquecimento global e degelo na Antártida (onde se situa este gigante buraco).

Felizmente, segundo um grupo de investigadores australianos, os mais recente dados revelam que os níveis de ozono estão a aumentar, desde que atingiu os seu ponto mais baixo em 1990. A proibição do CFC resultou num aumento de 15%, dos níveis de ozono durante os últimos 22 anos. Isto significa, que necessitaremos de mais 50 a 70 anos para que tudo volte à normalidade.

Ao contrário do que normalmente se pensa, o aquecimento global não resulta apenas no aquecimento do planeta e consequente aumento do nível das águas dos oceanos. O degelo poderá (também) provocar um aumento da quantidade de água doce nos oceanos, levando ao corte consequente, das corrente de água salgada.

O corte das correntes de água salgada nos oceanos teria como consequência o congelamento dos mesmos. Na prática, isto significa que iriamos entrar numa nova idade do gelo.

Esta é mais uma teoria (bastante provável) de muitas. Pelo menos, esta notícia traz-nos alguma esperança, de que a estabilidade e equilíbrio da natureza se possam manter (a nosso favor) por mais algumas décadas, ou até séculos.