Aeroporto voador com propulsão nuclear poderá permanecer no ar indeterminadamente

Aeroporto voador com propulsão nuclear poderá permanecer no ar indeterminadamente

25 de Outubro de 2011 1 Por Tiago

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades e as necessidades do mundo. Com todo o alarido em torno do aquecimento global, são cada vez mais os projetos e conceitos que apostam nas energias alternativas eficientes e não poluentes.

O tempo é de mudança e segundo o estudo Out Of the Box de 2008 desenvolvido para o Conselho Consultivo para a Investigação Aeronáutica na Europa (ACARE), essa mudança passara pelas aeronaves com propulsão nuclear, capazes de voar indeterminadamente sem terem de aterrar para reabastecer.

Basicamente, o conceito Airborne Metro é uma enorme aeronave/aeroporto, com pista de aterragem para que outras aeronaves mais pequenas, nela possam aterrar. Esta gigantesca plataforma voadora funcionará como um ferryboat, onde as pequenas aeronaves com passageiros poderão aterrar e descolar assim que o Airborne Metro passar pelo destino desejado.

Eficientemente, este aeroporto voador será capaz de transportar cerca de 3.000 passageiros de uma só vez, enquanto outros aviões aterram e descolam, trazendo e levando passageiros a toda a hora, durante 24h por dia, em torno do globo terrestre.

Aterrar este monstro seria uma opção extremamente ineficiente, portanto, o ideal será mante-lo em voo constante. Além de mais rápidas, as viagens contribuíram para a uma economia global de combustível de 40% em viagem de 600 milhas (cerca de 965 quilómetros) e de 80% em viagens de 6000 milhas (cerca de 9656 quilómetros).

A energia nuclear é sem dúvida, uma das energias (se não a energia) com maior eficiência e autonomia do mundo. Mas os acidentes em Chernobyl e Fukushima são a prova de que esta não é uma alternativa segura e não poluente.

Voar com um potencial desastre radioativo, não é de todo, uma atitude inteligente. A menos que seja desenvolvida uma tecnologia, capazes de tornar esta energia muito mais segura.

Portanto, no dia em que o Airborne Metro passe de um conceito à realidade (se é que vai passar), o mínimo exigido aos seus construtores, é que este seja suficientemente seguro e capaz de suportar qualquer impacto sem provocar um desastre radioativo.