BioMask 01 Nova tecnologia militar poderá reconstruir cara de vítimas de queimaduras graves

No futuro, as queimaduras do rosto poderão ser tratadas através do uso de uma mascara. O tratamento poderá demorar alguns meses, mas os resultados deverão se impressionantes.

Com a ajuda da BioMask, composta por diversos sensores, acionadores de pressão e uma substância regenerativa (composta por células estaminais), será possível regenerar o tecido facial em falta, repondo novamente o aspeto natural do paciente.

O Pentágono tem feito enormes progressos no que diz respeito à medicina regenerativa, tornando o tratamento e a cura deste tipo de feridas, mais simples e eficaz.

Recentemente têm vindo a desenvolver novo tecido muscular a partir das células estaminais de porco, reparar tecido danificado com um spray aplicado diretamente sobre a pele e até mesmo a fusão de ossos partidos através de um composto injetável.

A BioMask é o resultado de uma colaboração entre engenheiros da Universidade UT Arlington, especialistas de medicina regenerativa da Universidade Northwestern, especialistas do Centro Médico do Exercito de Brooke e do Instituto de Pesquisa Cirúrgica de Exercito dos EUA.

Apesar de ainda se encontrar na fase inicial de desenvolvimento, Eileen Moss, cientista de investigação do UT Arlington e líder do projeto, afirma que a sua equipa já tem uma boa noção de como a mascara irá funcionar. Mas o mais importante, segundo Eileen, é que “daria de volta aos soldados, o rosto que tinham antes da lesão”.

BioMask 02 Nova tecnologia militar poderá reconstruir cara de vítimas de queimaduras graves

A mascara de regeneração BioMask, será composta por duas camadas principais.

  • Camada superior – Esta camada rígida, servirá como proteção para o paciente, armazenando ainda os componentes elétricos dispositivo.
  • Camada Inferior –Esta camada de polímero flexível, irá ajustar-se em torno do contorno do rosto do paciente e vai incorporar mais três camadas:
    • Uma matriz de sensores para monitorizar a taxa de cura;
    • Acionadores de pressão, para pressionar contra o ferimento e manter a máscara no sítio;
    • Rede de microtubos e válvulas, para bombear medicamentos (sejam eles antibióticos, analgésicos, células estaminais ou fator de crescimento) sobre determinadas regiões da ferida.

De acordo com Moss, os “sensores irão acompanhar a ferida, e o tratamento dentro da mascara seria com base nesses dados”. “Se a cura é mais acelerada numa determinada área da queimadura, então a máscara saberia fornecer a medicação certa para essa região”.

Além disso, os sensores incorporados poderão transmitir informações em tempo real, acerca da ferida e se o tratamento está ou não a progredir.

Ao contrário dos tratamentos atuais, que muitas vezes deixam cicatrizes e deformações que levam à perda parcial ou total da função facial e impedindo uma correta articulação da fala, a BioMask poderá recuperar na totalidade, um paciente que sofra de ferimento provocado por queimaduras graves.

Com a ajuda de um tratamento personalizado durante 24 horas por dia, 7 dias por semana, a BioMask fara como que os tratamento atuais se pareçam com tratamentos da idade da pedra.

A equipa de investigação médica do Pentágono está a trabalha a todo gás neste projeto. É esperado que a BioMask esteja pronta para os hospitais militares, dentro de 5 anos, em 2017.

Esperemos que os hospitais públicos também possam vir a usufruir deste tratamento no futuro.

Fonte: uta.edu
Via: Wired e Engadget