planck mapa universo Mapa do Universo criado a partir do satélite Planck

A primeira imagem de toda a extensão do céu foi revelada pela Agencia Espacial Europeia (ESA). A fotografia tirada ao cosmos foi produzida a partir do telescópio espacial Planck.

O telescópio Planck foi enviado para o espaço com o propósito criar vários mapas de todo o universo em nosso redor. Este observatório espacial de 600.000 Euros levou pouco mais de seis meses a montar o primeiro de quatro mapas previstos na sua missão. Foi lançado em Maio de 2009 e mudou-se para uma posição de observação a mais de um milhão de quilómetros da Terra no “Lado nocturno”.

O Planck está munido de instrumentos sensíveis a longos comprimentos de onda da luz, imperceptíveis aos nossos olhos. O que permite revelar alguns pormenores no universo. O mapa mostra-nos a região onde se formam a maioria das estrelas da Via Láctea, mas na realidade o que vemos não são estrelas, mas sim a matéria do qual elas são feitas (gazes e poeira). É possível ver ainda, uma linha horizontal a atravessar praticamente toda a extensão da imagem, essa linha é o eixo principal da nossa galáxia (Via Láctea).

O satélite carrega ainda dois instrumentos para observação do céu, através de nove frequência banda. O Instrumento de Alta Frequência (HFI) opera entre 100 e 857 GHz (comprimentos de onda de 3mm a 0,35 milímetros), e o Instrumento de Baixa Frequência (LFI) opera entre 30 e 70 GHz (comprimentos de onda de 10 mm a 4mm).

A imagem mostra-nos ainda a radiação cósmica após o Big-Bang (explosão da qual os cientistas acreditam ter nascido o universo), há aproximadamente 14 biliões de anos. A radiação está representada a amarelo e magenta, e foram precisos 380 mil anos após o Big-Bang para o universo arrefecesse o suficiente para que se formassem átomos de hidrogénio. Até então o universo era tão quente que a matéria estava fundida com a radiação.

Os detectores de “Super-Frio” permitem aos investigadores detectarem variações ancestrais de temperatura nesta energia térmica, o que lhes dará pequenos sinais acerca da estrutura inicial do Universo, a partir daí, é possível criar um modelo para tudo que veio depois.

A principal e maior busca do Planck é encontrar provas concretas de “inflação”, por outras palavras é a expansão do cosmos a uma velocidade muito superior à da luz, a qual os cientistas acreditam que o Universo experiência nos seus primeiros momentos fugazes de vida.

Teoricamente este caso deverá ficar “impresso” na CMB, e os seus detalhe deverão ser recuperáveis com instrumentos suficientemente sensíveis para tal operação. Alguns dos sensores operaram em temperaturas de -273.05C apenas um décimo de um grau acima do que os cientistas chamam de ”zero absoluto”.

Em resposta as tentativas não autorizadas por parte de dois grupos, em tentar interpretar as imagens que foram publicadas nos órgãos de comunicação, Dr. Tauber diz que esta é uma actividade inútil. “A CMB é certamente visível, mas a própria imagem tem um melhoramento de cor, o que não poderia fazer-se qualquer ciência a partir dela “, explicou ainda que “Também tivemos de reduzir a resolução da imagem em algo que é mais viável para as pessoas a verem. Caso contrário, seria demasiado grande “.

Investigadores dizem que os dados obtidos pelo Planck ajudar-nos-á a compreender melhor, como é que o universo evoluiu até á forma que tem hoje em dia. Vai ser preciso algum tempo para que todos os dados sejam avaliados pela equipe de investigação. Portanto não é esperado nenhum relatório conclusivo, antes do final de 2012.

Fonte: BBC News